Inicio arrow Mecânica
Mecânica PDF Imprimir e-mail
Escrito por Tiago Matos   
04-Mai-2009

 REVISÃO COMPLETA

 Assim como um automóvel precisa de manutenção de tempos em tempos, a sua bike, após alguns quilômetros também necessita de uma paradinha para uma revisão mecânica. As mountain bikes, em especial, exigem uma manutenção mais atenciosa e periódica, pois elas enfrentam lama, poeira e travessias de rios.

O Bikemagazine esteve na Bike Shop Mega Bikers, em Campinas, e conta para você, passo a passo, como é feito uma revisão completa. Acompanhamos a revisão em uma Scott FX-2 ano 2002.

1 - Assim que o cliente chega à loja uma Ordem de Serviço é aberta e as impressões/reclamações do proprietário são anotadas cuidadosamente. O mecânico, antes de iniciar a desmontagem, anda com a bike para perceber possíveis defeitos e barulhos estranhos.

Os eixos, o cassete e
o núcleo são retirados

2 - A bike é colocada em um cavalete especial e o primeiro passo é retirar ambas as rodas e o ciclocomputador.

3 - Os eixos, o cassete e o núcleo são retirados. Em seguida são retirados os pedivelas e o movimento central.

4 - O próximo passo é retirar os freios e os cabos; a mesa (junto como guidão) e a suspensão dianteira. Tudo é colocado em uma caixa, tomando-se o cuidado para não perder as peças pequenas.

O quadro e todas a peças
são lavadas minuciosamente

5 - O quadro é então colocado no lavador. O mecânico limpa a relação com querosene e lava minuciosamente cada cantinho do quadro. Uma solução de água + sabão em pó é aplicada para eliminar a gordura do querosene. Todas as demais peças (guidão, mesa, suspensão, rodas, miudezas) são também lavadas da mesma forma. O quadro, a relação e as peças são enxutas com ar comprimido e um pano seco. Nesse momento, o mecânico aproveita e faz uma checagem no estado dos raios e procura por trincas no quadro.

6 - Após tudo lavado e seco, é hora de avaliar o estado das peças. Com atenção são examinados a relação - a corrente é medida com um verificador de desgaste - e todos os componentes em que pode haver desgaste: cubos de roda, caixa de direção, movimento central, rolamentos, sapatas de freios, conduítes e cabos de aço. Normalmente, as esferas de aço são substituídas por novas.

O desgaste da corrente é avaliado
com uma ferramenta especial

Na Mega Bikers, o cliente é informado e consultado para aprovar a substituição de qualquer peça necessária. Transparência é a chave para ganhar a confiança do cliente! No caso da nossa FX-2 o, o rolamento do movimento central foi lavado e lubrificado novamente, pois estava "cantando" por falta de lubrificação. Apenas dois cabos precisariam ser trocados, Todo o resto estava OK.

Após a lavagem todas a peças são
inspecionadas e trocadas se necessário

7 - Hora da montagem. Os eixos das rodas são montados, lubrificados com graxa Molykote à base de grafite, própria para rolamentos. O cassete foi montado e as rodas foram levadas até um dispositivo especial para a verificação de seu alinhamento.

8 - O próximo passo foi instalar o movimento central, tomando-se o cuidado de lubrificar com Graxazul a ponta do eixo e a rosca da tampa. "Isso evita barulhos depois", ensina o mecânico Rodrigo. Os pedivelas são fixados.

Os cubos das rodas, o cassete, a caixa de
direção e os rolamentos do movimento
central são lubrificados com graxa especial

9 - A caixa de direção é montada com uma boa dose de graxa Molykote e a suspensão é colocada após uma aplicação de uma fina camada de graxa no cano. Os freios V-brakes são instalados. Os cabos de freios e de câmbio são lubrificados e instalados nos seus respectivos lugares.

10 - As rodas são colocadas na bike e é realizada uma lubrificação geral na bike. Além da relação, são lubrificados também os pivôs do câmbio e as alavancas de freio e de mudança de marchas.

Nenhum detalhe é
esquecido na lubrificação

11 - O câmbio é então regulado e o ciclocomputador é instalado.

12 - Por último a bike recebe polimento na pintura e o mecânico faz um test ride na rua para verificar os últimos detalhes de regulagens. Tudo ok? A bike é deixada para ser entregue ao cliente.

Para finalizar o polimento
da pintura, além de proteger,
deixa a bike como nova

Os procedimentos acima são também válidos para bikes de ciclismo, triathlon e downhill.

E quando fazer a revisão? Logicamente esta resposta vai depender do uso que se faz da bike. Bikes de ciclismo podem ser revisadas a cada 1500-2000 km. No casa das mountain bikes, o gerente Ulisses Dupas recomenda uma revisão completa pelo menos a cada 600km, ou até antes no caso de trilhas com muita lama ou travessia de rios.

Em geral, as boas Bike Shops oferecem diferentes tipos de revisão - com diferentes preços também - de acordo com a necessidade do cliente.

Revisão básica - lavagem, limpeza e lubrificação da relação, regulagem de freios e do câmbio, ajuste de folgas.

Revisão completa - Tudo o que está incluída na Revisão básica mais: Desmonte de rodas, revisão nos cubos de roda, caixa de direção, movimento central, são retirados todos os cabos (limpeza e lubrificação), alinhamento de roda, reaperto de raios, polimento na pintura R$ 49 na Mega Bikers.

Revisão full - Para mountain bikes com suspensão dianteira e traseira. O amortecedor traseiro é retirado. As buchas das articulações da balança traseira são revisadas, trocadas se necessário, além de engraxadas os pontos de contato entre a balança e o quadro da bike.

São cobrados à parte revisão de freio a disco, suspensão dianteira ou traseira, bem como as peças substituídas durante a manutenção. O preço vai variar de oficina para oficina.

Sempre é bom observar a qualidade do ferramental da oficina e dos produtos utilizados. Boas oficinas utilizam bons produtos (graxas, lubrificantes, peças de reposição) e e principalmente, são limpas e responsáveis. Peça sempre a nota fiscal do serviço realizado. A garantia do serviço - em geral 30 dias - deve estar registrada na nota fiscal, para eventuais reclamações futuras.

 

DEPOIS DA CHUVA



Os cuidados para proteger sua bike

Em geral, chuva e bicicleta não combinam. Entretanto, às vezes é inevitável tomar chuva durante uma pedalada.

O Bikemagazine visitou a Mega Bikers de Campinas e colheu algumas informações valiosas para que o ciclista possa se prevenir e dar uma manutenção adequada à bike.

As partes da bike que são mais atingidas pela chuva são as partes que têm movimento e/ou que giram. "O núcleo do cassete e a caixa de direção são os dois pontos mais críticos de uma bike, seja de ciclismo ou MTB", ensina Rodrigo Soares, mecânico da Mega Bikers, em Campinas (SP). Outros pontos a serem observados são os cabos [de acionamento do freio e dos câmbios], o movimento central, os pedais, os cubos de rodas, as sapatas de freio e, é claro, a corrente.

CAIXA DE DIREÇÃO

É um dos componentes mais afetados pela chuva, já que a roda dianteira lança água para cima com a bike em movimento. Os anéis de vedação não vedam 100% e permitem a entrada de água, que vai se instalar na pista onde rodam as esferas. Com o passar do tempo, essa água vai literalmente lavar a graxa e permitir a oxidação das esferas. Isso acontece mesmo com as caixas de direção de ótima qualidade.

O que fazer:

Após uma boa chuva o melhor mesmo é levar a bike para uma revisão completa em uma boa oficina.

Como prevenção dá para instalar um pára-lama, mesmo que improvisado. Veja foto.

CASSETE

Novamente, o próprio deslocamento da bike faz com que a água penetre pelas vedações e escorra para dentro do núcleo. Outras peças adjacentes afetadas são o eixo traseiro e o cubo da roda. O lado do cassete é o mais vulnerável.

O que fazer:

A parte externa do cassete (as catracas) você pode dar uma boa lavada e lubrificada.

O lado do cassete é
o mais vulnerável
para a entrada de água

Quanto à parte interna,..nada se pode fazer, a não ser levar a bike para uma boa revisão após a pedalada.

MOVIMENTO CENTRAL

A água pode penetrar pelos pequenos furos de respiro do quadro e também pelo canote de selim. A água, então, vai escorrer e se alojar ao redor do movimento central. Futuramente, na ocasião de se retirar este componente, vai dar uma dor de cabeça danada ao mecânico, já que estará "soldado" na rosca do quadro devido à oxidação. Outro fato que pode ocorrer é a entrada de água pela vedação do próprio eixo.

O que fazer:

Após uma chuva (ou mesmo uma lavagem) pode-se retirar o canote, virar a bike de ponta cabeça e deixar a água escorrer. Hoje em dia a maior parte dos eixos de movimento central são blindados, o que impede sua manutenção. Duram muito e não há nada que se possa fazer em seu interior. A manutenção freqüente desse elimina a chance da "soldagem" na rosca do quadro.

CABOS

Tanto os cabos de acionamento dos freios quanto os do câmbio entram água facilmente.

A lavagem da graxa, e a conseqüentemente oxidação dos cabos vai levar ao endurecimento e à imprecisão do acionamento.

O que fazer:

Dependendo do tipo de bike quanta água entrou, você mesmo pode fazer uma manutenção rápida nos cabos.

CUBO DIANTEIRO

Geralmente deixa entrar menos água que o cubo traseiro, mesmo assim, dependendo de como for a chuva, um pouco de água vai conseguir entrar. Cubos com rolamento são menos suscetíveis a este problema.

O que fazer:

De tempos em tempos levar a uma oficina para uma revisão e troca de graxa. Em casa, somente se tiver o ferramental necessário e alguma habilidade de mecânico.

QUADRO

Mesmo durante lavagens um pouco de água escorre para dentro do quadro via canote de selim, ou pelos pequenos furos de respiro do quadro já mencionados acima. A água vai se acumular na parte mais baixa da bike, ou seja, ao redor da caixa do movimento central. O perigo é a oxidação que vai ocorrer.

Bikes com quadros de cromo (ferro) se oxidam com relativa facilidade. Quadros de alumínio, embora menos sujeitos à oxidação, também sofrem com esse problema. No futuro o quadro pode apresentar uma ruptura nessa região devido à ferrugem.

O que fazer:

Após uma chuva pode-se retirar o canote, virar a bike de ponta cabeça e deixar a água escorrer. Rodrigo ensina que um jato de spray tipo WD-40 pode retardar o processo de oxidação, especialmente nos quadros de cromo. No canote de selim uma fina película de graxa vai proteger este componente da oxidação e facilitar a retirada no futuro.

Atenção: ao se deixar a bike no sol para secar, deve-se retirar o ciclocomputador para evitar da tela de cristal líquido ser queimada pela ação dos raios solares.

SAPATAS DE FREIOS

Especialmente as mountain bikes que pegam uma chuva na terra merecem uma atenção especial nas sapatas de freios, que sofrem muita abrasão devido à areia que vai atritar entre a sapata e o aro.

O que fazer:

Verifique o desgaste das sapatas e se não há impurezas como areia e pedrinhas na área de contato com o aro.

Mountain bikes sob chuva costumam ter as sapatas desgastadas facilmente, nesse caso substitua-as.

Se a superfície de contato com o aro estiver irregular, pegue uma lima pequena e desbaste as arestas como na foto acima.

SUSPENSÃO

Este componente das mountain bikes tem relativa proteção conta a entrada de água. Os anéis e vedações protegem com relativa eficiência contra a chuva.

O que fazer:

A manutenção da suspensão deve ser feita em oficinas especializadas.

CORRENTE

Basta um pouco de exposição à chuva para que toda a lubrificação da corrente vá literalmente por água abaixo. Mesmo as bicicletas de ciclismo sofrerão um desgaste maior na corrente sob chuva, pois toda a sujeira do asfalto será lançada para cima e misturada à corrente. Mountain bikes rodando no barro, o desgaste é ainda mais brutal.

O que fazer:

Em geral, uma boa limpeza e lubrificação já é o bastante para deixar a corrente em dia.

CUBOS IMPERMEÁVEIS
O fabricante suíço Hügi de componentes para bicicletas produz os melhores cubos traseiros com proteção para chuva. Além de um sistema de vedações muito eficientes, esses cubos têm estrias em forma de hélice espiral que fazem com que a água seja sugada para fora com o movimento da bike. A Hügi é responsável pela fabricação dos cubos DT Swiss e também dos Hayes.

SEGURANÇA NA CHUVA

Pela segurança do ciclista não se recomenda pedalar em dias de chuvarada, mesmo ciclistas profissionais e experientes, respeitam os dias de chuva e esperam o tempo melhorar para saírem às ruas. Ruas molhadas e escorregadias, pouca visibilidade dos motoristas, vidros embaçados, tudo isso acarreta grandes chances do ciclistas se envolver em algum acidente.

Em muitas regiões do Brasil, a chuva quase que tem hora marcada para cair. Cidades como São Paulo, Rio e outras cidades do sudeste brasileiro, no verão, as chuvas acontecem no período da tarde. Procure adequar seus horários de pedalada para o período da manhã e assim escapar das chuvas.



CUBOS DAS RODAS



Saiba como manter os
cubos em dia e sem folgas

As folgas aparecem devido ao desgaste natural de alguns componentes depois de algum tempo de uso. Os componentes que apresentam maior desgaste são nas partes que giram (os rolamentos) como nos cubos de roda, na caixa de direção, nos pedais e no movimento central. O ciclista deve estar atento, examinando e retirando estas folgas para evitar que estes componentes se danifiquem ainda mais. O procedimento de aperto é simples e vale a pena investir e adquirir as chaves necessárias para eliminar estas folgas.

Cubo das rodas

Para checar a folga do cubo, segure a bicicleta com uma das mãos, enquanto que com a outra você balança a roda, bem devagar, à procura de algum "jogo", alguma folga (foto).

Gire a roda de 60º em 60º, procurando por folgas. A roda deve rodar justa e sem folgas no cubo. A presença, ainda que mínima, de alguma folga é sinal que o cubo necessita de ajuste.

Atenção: Se o cubo apresenta folga em apenas um ponto de verificação, é sinal de problemas e deve ser levado a uma oficina especializada para inspeção. Uma folga uniforme é um bom sinal e para ajustar você precisa de: chave para cubos de 13, 15 e 17 mm.

  • Retire a roda da bike, em seguida retire a blocagem (apenas solte a porca e puxe fora o quick-release);
  • Coloque a roda em uma mesa ou bancada. Nas mountain bike existe uma proteção de borracha, retire-a com as mãos;
  • Com a chave 15 segure o cone e com a 17 segure a contraporca. Gire no sentido anti-horário a chave 17 e solte a contraporca (foto);
  • Em seguida aperte levemente o cone com a chave 15 para eliminar a folga;
  • Aperte a contraporca com a chave 17, enquanto segura o cone com a chave 15.

Atenção: Excesso de aperto pode danificar todo o conjunto do cubo. O aperto deve ser o suficiente para eliminar a folga. Após o aperto verifique se o cubo roda livremente, se ficou muito apertado, repita toda a operação e solte um pouco o cone.

Obs.: O mesmo procedimento se aplica para a roda dianteira, com a diferença que a medida da chave usada no cone é 13mm.

Dica:

  • Gire lentamente o eixo e sinta se há alguma rugosidade ou imperfeição. Se houver, é sinal que pode haver sujeira dentro dos cubos, os cones podem estar danificados;
  • A cada 6 meses os cubos devem ser abertos para uma revisão e troca de graxa. No caso das mountain bikes que sempre andam em trilhas esse período deve ser de 3-4 meses. Leve sua bike a uma oficina especializada para a execução do serviço. Após uma longa pedalada sob chuva forte ou submersão dos cubos durante travessias de rios, é importante levar a bike para uma revisão onde será trocada a graxa dos cubos, pois a água repele a graxa e neutraliza as suas propriedades de lubrificante;
  • A graxa da marca Finish Line é muito boa, mas mesmo assim, também deve ser trocada após contato prolongado com a água;
  • Para tirar folga de rodas com rolamento (por exemplo a Cross Max e a Cosmic), é necessário uma chave especial fornecida pelo fabricante das rodas. O processo de ajuste é mais fácil e não precisa tirar a roda da bike. Simplesmente aperte com a chave no sentido horário.

 

DESVIADOR TRASEIRO



Aprenda a fazer a regulagem
para um perfeito funcionamento

Hoje em dia o desviador tornou-se num dos mais importantes componentes numa bicicleta. Para tirar todo o proveito e divertimento da sua pedalada, o câmbio deve estar perfeitamente regulado e para isso é necessário que saiba como lidar com os desviadores. Difícil?! Menos do que parece...

As bicicletas têm normalmente dois desviadores, um para mover a corrente entre as três coroas dianteiras, que é usualmente fixo na parte inferior do tubo de selim, e outro que efetua as passagens da corrente entre as catracas traseiras e que ao mesmo tempo estica a corrente, o chamado desviador que é fixo na ponteira do quadro, junto ao eixo da roda traseira.

Ter o câmbio bem ajustado não passa só por regular os afinadores que dão tensão aos cabos, passa também pela correta afinação dos próprios desviadores, já que ambos dispõem de parafusos de regulagem.

O câmbio dianteiro tem dois parafusos que servem para regular o curso do desviador. Um deles regula o desviador para que não deixe a corrente cair fora da coroa menor e o outro parafuso impedirá que a corrente caia fora da coroa maior.

No desviador traseiro vamos encontrar o mesmo mecanismo que vai servir para que a corrente não caia para o espaço entre a última catraca ou entre a primeira catraca e o quadro, e ainda um terceiro parafuso que serve para afastar a roldana superior do desviador da catraca grande traseira quando a marcha mais leve é utilizada, pois em alguns cassetes a catraca maior tem mais dentes que outros.

Para começar a afinação do câmbio devemos colocar a bicicleta num suporte de modo que possamos girar o pedal sem que a mesma bata no suporte.

Dica: Para quem não tem o suporte específico para isso, poderá improvisar pendurando a traseira da bike em uma madeira (cabo de vassoura, por exemplo) apoiada em duas cadeiras.

Os desviadores vêm de fábrica com uma pré-afinação que dá para girar o cabo de mudanças. A primeira coisa que vamos fazer é pôr as marchas para funcionar corretamente.

Vamos começar pelo câmbio traseiro:

Para ajustar o ponto morto inferior do desviador - o lugar em que o desviador vai parar no sentido descendente - colocamos a corrente na catraca menor e apertamos o parafuso que regula o batente inferior até que a roldana do desviador fique alinhada com a catraca menor.

Para ver se a regulagem está correta, girando-se os pedais, sobe-se uma marcha e torna-se a descê-la. A marcha tem de entrar sem esforço na catraca menor. Se não entrar temos que desapertar o parafuso que apertamos previamente e repetir esta ação até que a última marcha entre sem esforço. Com o ponto morto inferior afinado passamos para o ponto morto superior.

Vamos colocar a corrente na catraca maior. A roldana do desviador deve estar em linha com a catraca maior. Se ela não chegar na última catraca tem-se que desapertar o segundo parafuso. Com a corrente na última catraca temos agora que pressionar o shifter que sobe as marchas para ver se a corrente passa para lá da última catraca. É necessário afinar o parafuso até que a marcha entre sem esforço e não saia para fora da cassete.

Para regular o câmbio dianteiro siga os mesmos princípios da regulagem do câmbio traseiro, nunca esquecendo que a corrente não tocar na caixa do desviador.